quarta-feira, 21 de março de 2012

Um Clichê de Verdade


2011, Nova Yorque, 22h
Tinha acabado de sair de um restaurante na rua 45 com a 7ª e me dirigia para um teatro na 44 com a 8ª (a foto postada aqui foi tirada no trajeto, pois no momento do ocorrido não consegui fotografar e essa se faz a imagem mais próxima, em questão de tempo, tirada por mim). Cruzei a Times Square e em uma linha reta passei pelo quarteirão e cheguei à 8ª, quando, ao descer a rua, na metade do quarteirão, ouço uma sirene, olho em direção ao sul e vejo um taxi amarelo com luzes intermitentes na grade do motor, um giroflex no teto e um policial, gigantesco, com metade do corpo para fora da janela do passageiro segurando uma arma com a mão direita, e com a mão esquerda segurava no teto pelo lado de fora, estava vestindo uma camisa escura e um cordão com a insignia da polícial. Acompanhei tudo sem sair do lugar e vi o carro desaparecer ao virar em uma rua mais a frente. Quando terminada a cena, olhei para uma amiga que estava comigo, ela diz, com sotaque carioca ''Caraca! 'Se' viu aquilo?''. Me senti em um clichê policial hollywoodiano dos anos 80, e para mim, que sou da geração que nasceu nos anos 90 e cresceu vendo esses filmes, foi como se eu tivesse voltado aos meus 7 anos e entrado em um daqueles filmes que assistia na TV...alguém ou muitos podem achar babaca, mas eu tive o impeto de gritar algo como ''uhul'' e levantar os braços quando aquele carro passou! Depois tudo volteou ao normal...até a noite seguinte, duas ruas para cima, também haviam taxis amarelos, armas, noite, mas isso é pra outro dia...

por Marcelo Palmeira Bombarda

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