quarta-feira, 21 de março de 2012

Puente de la Mujer

Era para ser um dia movimentado. Tinha me programado para visitar dois museus, mas tive que parar no meio do caminho para tirar fotos do lugar que tinha passado no dia anterior, fotos que eu tinha perdido por causa da tecnologia falha de um cartão de memória. No momento em que me sentei na lateral da Puente de la Mujer, no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, vi que seria impossível cumprir minha programação do dia. 
A visão, os sons, a atmosfera do lugar - é impossível de descrever. A foto panorâmica é uma tentativa falha de expressar como me senti no momento, mas foi a forma que achei melhor para tal. Era uma sensação que nunca tinha sentido. Não era como se estivesse cansado, nem como se estivesse com preguiça de me levantar. Não era uma sensação de impotência; era uma sensação de plenitude. Por mais de três horas, fique ali, sentado, olhando ao infinito, tentando absorver o que o momento tinha para me oferecer. Por mais de três horas, senti uma tranquilidade da qual nunca havia sentido - e que, talvez, nunca mais sinta.

Diogo Pacífico Hellmeister

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