quinta-feira, 22 de março de 2012

Por baixo da pele



O mais engraçado da tatuagem é o que está por traz de um simples desenho que pode representar diferentes coisas. As pessoas tem mania de achar que é necessario algum significado sentimental para marcar o corpo. Eu escolhi fazer uma tatuagem, mas nao tinha escolhido o desenho. Isso porque essa tatuagem, tem um significado que despreza totalmente a imagem. Me marquei por que um amigo está começando a tatuar, e precisa de pessoas que estejam dispostas a fazer desenhos com traços errados e não uniformes, para o treino da profiçao dele. A andorinha foi a terceira tatuagem do Marcelo Vidacurta e foi estampada na minha perna direita.


Ablan Namur

Traços Familiares

Navio de Emigrantes, de Lasar Segall, 1939/1941

Ver estas imagens me traz lembranças de um ótimo tempo que não vivi. Mas que, com carinho, sempre ouvi falar do meu bisavô e seu empenho em criar uma nova estética nacional. Vejo no navio o símbolo de um novo rumo, com a chegada dos emigrantes e sua cultura, na sociedade do Brasil.
Gosto de lembrar de minha família, com carinho.

João Segall

sangue estático

Ilha Pinna


Trocam-se palavras, tocam-se as gotas. O que antes era desapego, agora se transforma em expressão.

http://www.youtube.com/watch?v=tdZoB_Jz1X0

quarta-feira, 21 de março de 2012

estética da imaginação
Pedro Anversa

Meus pais trabalhavam o dia inteiro e eu imaginava isso.

Mágica em pastel


                    Uma criança com uma folha em branco, ao descobrir que pintar com cores quentes ao fundo ( pressionando bem o giz), passar o preto por cima, e depois passar um palito, ou qualquer outro material com uma ponta fina, um novo mundo de cores e formas lhe é revelado, algo que nunca tinha sido visto antes, é uma primeira experiência estética, e é justamente esta que jamais será esquecida.



Julia Prados

Mar de pepita




Nas últimas férias fiz uma viagem para Cabo Frio – RJ. Certo dia, eu e minha família decidimos conhecer uma praia mais afastada. Na volta, todos estavam com fome e queriam parar para comer. Eu, entretanto, preferi ficar em um ponto da região famoso pelo lindo pôr-do-sol, e foi a melhor decisão da viagem. O lugar se tratava do alto de um morro à beira mar, e devido à fama, estava muito cheio. Procurando um lugar mais tranquilo, desci o morro até quase chegar ao nível da água. Sentei e comecei a observar o espetáculo que se iniciava. É difícil encontrar palavras para descrever a cena. O Sol começou a aparecer embaixo de algumas nuvens que o cobriam e seguir em direção à água. Era um amarelo muito intenso, impossível de fixar o olhar. Meus olhos, então, focaram  na água. O Sol baixo se refletia nas ondulações causadas pelo forte vento criando uma textura incrível na superfície do mar. Fui absorvido pela cena. O som do vento, o cheiro de maresia, a luz refletindo na água. Hipnotizado. Mas o que mais me magnetizava era o mar. Chegava a pensar que era sólido, me convidando para uma caminhada até uma pequena ilha mais adiante. Fiquei lá por cerca de 30 minutos, até o Sol sumir completamente, mas seria capaz de ficar dias. Nunca vou conseguir colocar em palavras aquelas sensações, mas espero que a foto ajude a compreender um pouco melhor. 

João Lucas Carvalho


VER EM POSSIBILIDADE.





JanelaBERTA

Películas.

Perspectivas.

Olhar. Ver

ConsTruir.

Fragmentar
                      Completar             PELO OLHO


  CONTEMPLAR O QUE SE CONCRETIZA              

  E  QUE SE MULTIPLICA SOB MEU OLHAR
                                                                                                    Henrique Bravi

Don't Have the Proof



Esta música, logo na primeira vez que ouvi, causou em mim uma experiência estética que não ocorria há tempo, logo, neste trabalho tentei capturar as sensações que me ocorreram ao ouvi-la e transmiti-las com o uso da linguagem audiovisual.



Para ver o Vídeo Clique aqui

André da Silva Moreira

Vida.

Essa foto me remete a um poema e uma frase que muito dizem sobre mim!


Poema:

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer. 
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores 
e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem 
em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. 
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa. 
(Mário Quintana) 




Frase: 

“O teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença da angústia.”
(Jean Barrault)








Carol Montilha


O infinito é realmente um dos deuses mais lindos



Experiência: http://www.youtube.com/watch?v=MCIYk6uVSqM&feature=youtu.be

Estava visitando o Ceará pela primeira vez e ao invés de ir para Fortaleza como se é de costume, resolvemos visitar uma cidadezinha praiana chamada Jericoacoara. Mas para chegar até lá é necessário pegar uma "jardineira" ou ter um carro com tração nas 4 rodas, pois é só areia por 45 minutos. Achei mágico aquela paisagem, eram dunas de 30 metros e mais nada ao redor. O vento forte batia em meu rosto e tive vontade de descer do carro e correr, gritar, aquilo parecia ser infinito e nada ao mesmo tempo. A filmagem foi "quase sem querer", quase por que pensei em um dia usá-la, mas sem querer pois não percebi ser uma experiência estética. A música é para alegrar. Se um dia tiver o privilégio de voltar a este lugar, gostaria que fosse como uma locação de um filme meu, ainda sem roteiro.

Patrícia Jaculli.

Terremoto


Memórias do tremor
Terremoto 8.8 escala de magnitude de momento
Chile, 2010

Helena Prado


Aesthetic Experience Dj Set


 LINK:  http://soundcloud.com/hthree-1/aesthetic-experience


Minha experiência estética é um set musical mixado que fiz. o set possui aproximadamente 30 minutos e contém apenas 4 musicas, porém estas possuem uma complexa progressão, explorando diversas melodias e se desenvolvendo de forma lenta. a vertente é progressive trance, que está no gênero da música eletrônica. deixo bem claro que apesar de eu ser dj, este set que fiz é para se ouvir, e não para se dançar.

ouça antes de ler.

a primeira faixa explora sons orquestrados e alguns trechos em breakbeat. a segunda explora os graves, com notas mais intimistas. a terceira, os agudos e médios através de uma melodia alegre. a quarta faixa segue a tendência da terceira, porém possui um certo ''ar'' de nostalgia com uma belissima e emocionante melodia.



Hugo Heitgen Neto

Inevitável


O que são dias para alguém que busca uma vida ao lado de alguém? O que você faz quando sabe que aquela vez pode ser a última? Você não está preparado, e nem nunca vai estar. A vida te pode dar um dia, um mês, um ano, e você vai estar sempre pensando no que mais você pode fazer para dar carinho e dizer que você está lá. Pensar que existe um lugar melhor não te conforta no fato que o seu lado também poderia ser esse tal lugar melhor. Você não pode chorar, mais as lagrimas não cabem mais, não tem espaço para segurar mais dor, você tem saudades de alguém que ainda nem foi, mais que já faz uma falta que você não pode suprir com palavras, gestos, e tudo aquilo que você sempre deu, não é mais suficiente. Então você vai para longe e o fato de você não ver mais todo o sofrimento te deixa respirar por alguns segundos. E ai você pensa o porquê você não esta lá aproveitando os últimos segundos ou minutos que faltam para você dizer .... nada, absolutamente nada. Não há mais o que dizer, nem o que fazer. Nada mais é necessário, então você recosta sobre a cadeira esperando que a hora chegue. Não passa nada em sua cabeça, basta ficar calado. Então você levanta pega sua mão, e já não pode sentir seu calor, pronto, acabou. Você não é mais a mesma, a vida não é mais a mesma, tudo mudou e você só sente um aperto no peito que ele sim, é para sempre.

Sophia Nabuco

Viva la Vida


As únicas duas horas em que um barulho ensurdecedor do grito 60 mil pessoas se dá em perfeita harmonia. Além daquelas quatro pessoas se movimentando no palco, nada mais importa. O tempo para. É uma sensação como nenhuma outra que eu já senti. Parece um sonho, mas nunca me senti tão viva.

Ana Beatriz Paretti
Tinta, sujeira e muita comida
por Bruno Mariz


Experimentar estéticamente é ir até o limite de todos os sentidos. A experiencia se completa com um cheiro que invade as narinas, um som que vibra intensamente nos ouvidos, cores que iluminam as retinas, sabores que explodem na boca e texturas que escorregam nos dedos.


Certa vez estava com uns amigos e tivemos uma dessas experiências que surgem do acaso, do momento. Juntos fizemos uma enorme guerra de tinta e restos de comida.


O resultado: o cheiro azedo da comida estragada, a gritaria da nossa diversão, os corpos pintados com tinta e a sensação de tocar o outro. Quase que completa e vinda do nada, tivemos uma experiência estética louca e divertida.

Um Clichê de Verdade


2011, Nova Yorque, 22h
Tinha acabado de sair de um restaurante na rua 45 com a 7ª e me dirigia para um teatro na 44 com a 8ª (a foto postada aqui foi tirada no trajeto, pois no momento do ocorrido não consegui fotografar e essa se faz a imagem mais próxima, em questão de tempo, tirada por mim). Cruzei a Times Square e em uma linha reta passei pelo quarteirão e cheguei à 8ª, quando, ao descer a rua, na metade do quarteirão, ouço uma sirene, olho em direção ao sul e vejo um taxi amarelo com luzes intermitentes na grade do motor, um giroflex no teto e um policial, gigantesco, com metade do corpo para fora da janela do passageiro segurando uma arma com a mão direita, e com a mão esquerda segurava no teto pelo lado de fora, estava vestindo uma camisa escura e um cordão com a insignia da polícial. Acompanhei tudo sem sair do lugar e vi o carro desaparecer ao virar em uma rua mais a frente. Quando terminada a cena, olhei para uma amiga que estava comigo, ela diz, com sotaque carioca ''Caraca! 'Se' viu aquilo?''. Me senti em um clichê policial hollywoodiano dos anos 80, e para mim, que sou da geração que nasceu nos anos 90 e cresceu vendo esses filmes, foi como se eu tivesse voltado aos meus 7 anos e entrado em um daqueles filmes que assistia na TV...alguém ou muitos podem achar babaca, mas eu tive o impeto de gritar algo como ''uhul'' e levantar os braços quando aquele carro passou! Depois tudo volteou ao normal...até a noite seguinte, duas ruas para cima, também haviam taxis amarelos, armas, noite, mas isso é pra outro dia...

por Marcelo Palmeira Bombarda

With my feet on the dash, the world doesn't matter...




Não importa pra onde se vai, não importa o que se diz, não importa o que se pensa, não importa a que se pertence. O silêncio não importa, e nem a companhia. No meio só importa ele mesmo. E o meio é a estrada.


Amanda Martinez

O Gato de Finados



Talvez. Experiência estética ao brincar de rememorar um pequeno mistério. 

...




...

Fiz o primeiro desenho retirado de uma lembrança: é o gato da madrugada do feriado de finados.

Estava com um grupo de amigos quando o vimos em uma encruzilhada comum de ruas comuns e tediosas do retorno de casa, como sempre; o mistério deste gato está em ter sumido imediatamente quando lhe voltamos o olhar.
O desenho – em nanquim – surgiu poucos dias depois, de forma quase impensada.
O outro desenho, feito mais recentemente, é uma variação do estilo do primeiro, também de forma quase (quase) impensada.


...

Talvez. Apenas brincar de fazer mistérios.

...


Leo Misleh

Untitled.


"A vida é breve; a arte, duradoura; a ocasião, passageira; a experiência, ilusória; o julgamento, difícil."  Hipócrates 400 a.C.

Beatriz Roque





Kumbalawé

É engraçado como os anos passam e a memória vai sumindo. Tudo que sobra é o impacto.

Estar na segunda fileira do espetáculo Saltimbanco do Cirque du Soleil foi uma das experiências mais surreais que já vivi. As cores, as músicas, as performances; tudo é feito para você se envolver naquele mundo de fantasia, onde nada é impossível, onde dezenas de corpos se movem como um só e voar é natural.

Não sei mais dizer o que foi apresentado, lembro de um número ou outro, mas lembro perfeitamente da sensação ao final do espetáculo. A música alta, os artistas agradecendo e o público de pé batendo palmas.

Assim que acabou, o palco ficou vazio e as luzes acenderam, eu chorei. Chorei por infinitos minutos, com o rosto enterrado no peito do meu irmão, ignorando os olhares das pessoas que começavam a sair.

Chorei pela perfeição, chorei pela beleza, chorei pela música, e principalmente chorei por imaginar o trabalho de uma vida sendo aplaudido da forma que foi.

Cirque du Soleil é sonho, só que feito por pessoas reais.

Beatriz Couto

I'm with you



“Scar tissue that I wished you saw
Sarcastic mister know it all
Close your eyes and I'll kiss you 'cause
With the birds I'll share

With the birds I'll share
This lonely view
With the birds I'll share
This lonely view…”

Uns dos momentos mais esperados da minha vida e de repente ele chegou.
Muita correria, uma multidão gritando e do meu lado a pessoa que eu mais amo.
Começou! As luzes se apagaram e o primeiro solo de baixo se fez, o coração foi a mil e os olhos se encheram de lágrimas.  
Então, veio a música mais esperada... foi inacreditável, surreal, meu corpo estava ali mas à minha alma não. Queria que aquele momento nunca tivesse um fim.
Foi a realização de um sonho...

Carolina Lima

Amigos Golfinhos.



Em janeiro de 2012 fui para Cancun no Caribe e lá pude realizer um grande sonho, nadar com golfinhos. Eu sempre gostei muito de golfinhos e de mergulho, mais nunca tive a oportunidade. Até que esse dia chegou e foi um experiência incrivel! Fico até sem palavras pra descrever os sentimentos que senti, mais posso dizer que foram os melhores possiveis! Entrei no tranque para iniciar o mergulho e já estava muito ansiosa. Confesso que no início, nas instruçoes, fiquei com um pouco de medo, mais os instrutores me tranquilizaram e assim que passei a mão neles meu medo foi embora. Achei linda a forma com que eles pulavam e nadavam bem perto do meu corpo, fazendo um barulinho engraçado querendo brincar, ou chamar nossa atenção.

Os golfinhos que nadaram comigo eram treinados, então eles obedeciam através de comandos e de um apito, que só os instrutores usavam. E toda vez que eles faziam certo recebiam um peixe como agrado, muito fofo.
Nadar com os golfinhos realmente foi um experiencia muito marcante na minha vida, pois foi algo totalmente diferente de tudo que eu já havia vivenciado, além de um grande sonho que se realizou.

Por Isabella Pizzingrilli

Momento incrível.


Ansiedade - Expectativa - Concentração - Frio na barriga -Avião - Medo - Tremedeira - Tensão- Coração Desparado - Altitude - Parceria - Preparação - Queda livre - Adrenalina - Curtir - Gritar - Viver - Sentir - Voar - Observar - Vento - Pouso - Alegria - Sonho realizado.
 
 
Thaís Limberte

Fireworks



Após tanta espera e expectativa, enfim eu estava ali. Tantos anos fantasiando como seria aquela vista e a hora chegou e eu tinha medo de que o que eu estava prestes a ver não valesse a tantos sonhos que eu havia tido desde criança. Depois do primeiro feixe de luz cortando o céu e aquela musica que todos reconhecem de longe, minha infância passou como um filme pelos meus olhos e eu senti todo tipo de sensação possível em um pequeno intervalo de tempo. Foi inesquecível e imagino que qualquer outra vez que eu passar por isso, será diferente da anterior.


Mariana C. Zuini

Rebeldes



Ilha Formosa 18/07/2011 - 15/08/2011
Anna Lúcia Rull.

Puente de la Mujer

Era para ser um dia movimentado. Tinha me programado para visitar dois museus, mas tive que parar no meio do caminho para tirar fotos do lugar que tinha passado no dia anterior, fotos que eu tinha perdido por causa da tecnologia falha de um cartão de memória. No momento em que me sentei na lateral da Puente de la Mujer, no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, vi que seria impossível cumprir minha programação do dia. 
A visão, os sons, a atmosfera do lugar - é impossível de descrever. A foto panorâmica é uma tentativa falha de expressar como me senti no momento, mas foi a forma que achei melhor para tal. Era uma sensação que nunca tinha sentido. Não era como se estivesse cansado, nem como se estivesse com preguiça de me levantar. Não era uma sensação de impotência; era uma sensação de plenitude. Por mais de três horas, fique ali, sentado, olhando ao infinito, tentando absorver o que o momento tinha para me oferecer. Por mais de três horas, senti uma tranquilidade da qual nunca havia sentido - e que, talvez, nunca mais sinta.

Diogo Pacífico Hellmeister

Mais viva


Paula Balieiro

O que importa








"Subindo ao palco quase tremo
Concentro-me através da minha superstição
Que importa se não houver palmas e houver arte?
Que importa se não houver arte?
Nada
Ninguém importa
O Espectáculo
Mesmo que não seja digno de ser chamado de espectáculo também não importa
Só importa que não seja o fim
Mas se for para não continuar
Importa que seja um novo início"

Na companhia da teatro da qual participava, em todas apresentações alguém trazia um poema ou texto que era fixado à porta do camarim, e na concentração era lido para todos. No ultimo dia que subi ao palco com eles, esse era o poema. Em um cenário de despedidas e com emocional um pouco abalado, acabei me relacionando ainda mais com o poema, principalmente no final, nas 2 ultimas linhas. Eu não iria mais mesmo continuar ali, onde tive vínculos não só com as pessoas, mas também com o lugar. Eu estava indo embora, mas para ter um novo início, outro lugar, outras pessoas, outra realidade.
Meu vinculo com o poema é emocional, e aconteça o que acontecer, ele sempre irá me remeter não só a bons momentos, mas sim a toda uma época.



Mayara Galli

Mais ou menos isso

Mais ou menos isso: tinha uma massa colorida colada na minha cara, o que não era nenhum problema por que eu não percebia ela, ela só estava lá, mas quando me atingiu que eu estava acordada e que eu deveria estar vendo coisas, ela era uma não coisa (?), sem sentido, foi um tanto tenso, o que graças a um reflexo muscular que me fez tirar a cabeça do criado mudo e tomar juízo (das coisas) de que não se deve dormir com a cabeça no criado mudo respirando seu abajur cheio das cores. Acontece.

Ana Lara D. Brito

terça-feira, 20 de março de 2012

Aquilo que vem de dentro



É como se meus pés não tocassem o chão. É como um anjo que me segura e me ensina a voar. Dói, dói muito. Marcas em meu corpo provam a dedicação e o esforço. Cabelos esvoaçantes cobrem meu rosto. Vento que bate e refresca as gotas de suor. Gotas escorrem, molham as roupas. Falta água em mim. Reponho energias com goles grandes. Alívio. Uma espécie de terapia diária que é capaz de anestesiar todos os problemas. Paixão. Sentimento intenso. Amor. Sentimento eterno. Coração pulsa forte, quase pula do peito. Expresso meus sentimentos através de movimentos. Movimentos que sugam a alma. 
Minh’alma dança!




Ariane Holanda Gaeta

A metamorfose do Branco

Antes de ler o Post - Ouça a música "Metamorphosis 1"- Philip Glass http://www.youtube.com/watch?v=il4VDf-ugPI
De repente todos os sentimentos viraram solidão. A insegurança tomou conta dos eloqüentes pensamentos contidos no centro da sensibilidade consciente. De repente a suposta cor responsável pela junção de todas as outras no espectro perde sua força e a cada respiração anuncia-se falta de ar. Invertendo a ordem da desordem a máscara é a responsável por expor a totalidade de lagartas que viraram borboletas.
Percorrendo o longo caminho da angustia pós-moderna, apenas uma linha se mantém diante do fundo infinito. O resultado? A inútil tentativa pretensiosa de dividir um só corpo em razão e sentimento. O pequeno ponto vermelho no nariz traz consigo a coragem de poder temer, o medo de amar e a alegria de viver. A emoção e o sentimento são transmitidos pelo personagem que o indivíduo incorpora. Certamente a maior complexidade que um personagem pode ter  é  saber incorporar a si próprio,  em sua totalidade de fraquezas, anseios, desejos, perfeições e imperfeições. 
As infinitas opções que o mundo finge nos dar traz a tona incertezas. Afinal, o segundo é menor do que o tamanho de uma respiração. A medida em que os ponteiros do relógio da vida avançam tic-taqueando descompassadamente se percebe o quão imenso é o infinito e ironicamente  o quão o tempo é curto para se chegar até a plenitude.  Acreditar na vivacidade das cores é apenas um dos passos para encontrar felicidade onde ela mesmo se perde.  No mundo em que apenas o tangível é matéria é preciso saber ao certo por onde andas a alma. 

À Luz
























O nervosismo e a ansiedade enfim concretizados.
Um rosto já amado visto pela primeira vez.
Alegria irradiada e refletida.
O choro.

Júlia Saleh

segunda-feira, 19 de março de 2012

Promises I'll keep.

I wanted it so bad
Making all the props
Sitting on my swing
Giving all I've got
But when they dim the lights
Forgetting my stage fright
I find that little smile
Cause I've got you and you've got me
I've got you and you've got me

I light his cigarette
Acting with regret
Saying all my lines
Pretending things are fine
But when the curtains close
Everybody knows
I climb into the space
Where I've got you and you've got me
I've got you and you've got me

What happens when I say
This may be the last beautiful day?

I'm dancing in my sleep
With promises I'll keep
Feeling so complete
Cause I've got you and you've got me
I've got you and you've got me



Luisa Neves.

semi bloqueio.

Correu, cambaleou, socou o vento, chutou a pedra.
Correu, perdeu o ar, gritou, parou.
Levou as mãos à cabeça,
E fez um gesto como se quisesse arrancar tudo o que lá jazia
Se apoiou nos joelhos, fiéis joelhos, sempre apoiáveis;
Numa breve meditação, fez passar a dor.
E tentou se lembrar por que estava correndo.
Não conseguiu.
E foi aí que percebeu
Que pela primeira vez em sua vida
Havia parado de correr.

Uma breve sensação de ser infinito, de ser ar, gravidade, matéria, energia, livre, planar sobre ondas sonoras deixando um rastro de luz e uma impressão digital a cada mudança de compasso. Se libertar do eu, se libertar do corpo, ser alma ou qualquer coisa que você atribua à presença, estado, sentido ou existência.

Tem sempre essa coisa chata no ar, ar da noite, quanto mais frio mais real, vento cortante, estimulante, pulso que acalma e dispersa os sentidos, liberta e revoluciona. Revolução interna, sem sangue. Ebriedade vinda direto do gargalo que é o centro nervoso, entorpecido com o peso da não necessidade de se processar informações. Não processe, não entenda, só esteja lá, esteja aqui, em todos os lugares, em todos os sons e em todos os ventos. Nunca tenho certeza se realmente tenho o momento, ou se é o momento que me tem. Mas eu vôo a vontade. Plano num ar tóxico, encho os pulmões.

Mas sobre pertencer; Não é tanto no sentido de ter, e sim no de ser. Porque eu acho bem engraçado como a gente tenta sempre fazer parte, e ao mesmo tempo ser visto como algo aparte. 


Soraya Mattar.

sábado, 17 de março de 2012

Só as lembranças...


<passe o mouse em cima da imagem>



Natália Juliano Ferreira

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feeling


Nervosismo, respiração ofegante, inquietação, ansiedade, medo, batimentos acelerados, timidez, acanhamento, tremor, descompasso, aceleração, pernas bambas, mãos geladas, tensão, concentração. Som, movimentos, acordes, suspiros, ritmo, energia, liberdade, relaxar, sentir, aproveitar, expressão, emoção, alívio, felicidade, satisfação.


N.B.M