quarta-feira, 11 de abril de 2012


simples. tudo tao simples. após uma colheita proveitosa, o cerebro é ativado e as perceçoes alteradas. o nível de freqüência da consciência muda e me leva a lugares nunca antes imaginados. lugares em que nunca estive mas que sempre estiveram dentro de mim.
como tudo faz sentido agora. a água que cai parece me colocar em fluidez com o mundo. a natureza é tão simples, tão sabia, e a razão humana tentando entende-la sempre pelos caminhos errados. tudo é parte de um mesmo processo, de um mesmo fenômeno. o ser humano nunca vai entender o mundo se não se colocar em contato com suas origens, nunca vai compreender a verdadeira integração se não se colocar em posição de o fazer. é tudo tão obvio.
o pensamento flui independente do individuo, sou conduzido para dentro de mim mesmo, e de repente ali estou: livre da racionalidade, livre da razão, livre dos filtros da cultura. sou bixo, sou natureza, sou nada.
que alivio é não precisar ser nada.



quinta-feira, 22 de março de 2012

Por baixo da pele



O mais engraçado da tatuagem é o que está por traz de um simples desenho que pode representar diferentes coisas. As pessoas tem mania de achar que é necessario algum significado sentimental para marcar o corpo. Eu escolhi fazer uma tatuagem, mas nao tinha escolhido o desenho. Isso porque essa tatuagem, tem um significado que despreza totalmente a imagem. Me marquei por que um amigo está começando a tatuar, e precisa de pessoas que estejam dispostas a fazer desenhos com traços errados e não uniformes, para o treino da profiçao dele. A andorinha foi a terceira tatuagem do Marcelo Vidacurta e foi estampada na minha perna direita.


Ablan Namur

Traços Familiares

Navio de Emigrantes, de Lasar Segall, 1939/1941

Ver estas imagens me traz lembranças de um ótimo tempo que não vivi. Mas que, com carinho, sempre ouvi falar do meu bisavô e seu empenho em criar uma nova estética nacional. Vejo no navio o símbolo de um novo rumo, com a chegada dos emigrantes e sua cultura, na sociedade do Brasil.
Gosto de lembrar de minha família, com carinho.

João Segall

sangue estático

Ilha Pinna


Trocam-se palavras, tocam-se as gotas. O que antes era desapego, agora se transforma em expressão.

http://www.youtube.com/watch?v=tdZoB_Jz1X0

quarta-feira, 21 de março de 2012

estética da imaginação
Pedro Anversa

Meus pais trabalhavam o dia inteiro e eu imaginava isso.

Mágica em pastel


                    Uma criança com uma folha em branco, ao descobrir que pintar com cores quentes ao fundo ( pressionando bem o giz), passar o preto por cima, e depois passar um palito, ou qualquer outro material com uma ponta fina, um novo mundo de cores e formas lhe é revelado, algo que nunca tinha sido visto antes, é uma primeira experiência estética, e é justamente esta que jamais será esquecida.



Julia Prados

Mar de pepita




Nas últimas férias fiz uma viagem para Cabo Frio – RJ. Certo dia, eu e minha família decidimos conhecer uma praia mais afastada. Na volta, todos estavam com fome e queriam parar para comer. Eu, entretanto, preferi ficar em um ponto da região famoso pelo lindo pôr-do-sol, e foi a melhor decisão da viagem. O lugar se tratava do alto de um morro à beira mar, e devido à fama, estava muito cheio. Procurando um lugar mais tranquilo, desci o morro até quase chegar ao nível da água. Sentei e comecei a observar o espetáculo que se iniciava. É difícil encontrar palavras para descrever a cena. O Sol começou a aparecer embaixo de algumas nuvens que o cobriam e seguir em direção à água. Era um amarelo muito intenso, impossível de fixar o olhar. Meus olhos, então, focaram  na água. O Sol baixo se refletia nas ondulações causadas pelo forte vento criando uma textura incrível na superfície do mar. Fui absorvido pela cena. O som do vento, o cheiro de maresia, a luz refletindo na água. Hipnotizado. Mas o que mais me magnetizava era o mar. Chegava a pensar que era sólido, me convidando para uma caminhada até uma pequena ilha mais adiante. Fiquei lá por cerca de 30 minutos, até o Sol sumir completamente, mas seria capaz de ficar dias. Nunca vou conseguir colocar em palavras aquelas sensações, mas espero que a foto ajude a compreender um pouco melhor. 

João Lucas Carvalho